A dupla imortalidade de Frederico Chopin (Última parte)

“A Arte enobrecida estende o poder do amor.” (1)

CHOPIN COMPÕE DO ALÉM

Na 1a parte deste artigo apresentamos resumidamente o grande músico que foi Frederico Chopin, nascido na Polônia, país que hoje o reverencia como herói nacional. Na 2a parte, examinaremos a situação de Chopin na Erraticidade, segundo os relatos colhidos na Revista Espírita e os registrados pela mediunidade de Yvonne Pereira.

Nesta 3a e última parte, iremos encontrar Chopin em solo inglês, compondo do além. No início da década de 1970 (2) a médium inglesa Rosemary Brown (foto abaixo),  uma pacata viúva, dona-de-casa de 50 anos de idade, moradora de um dos bairros mais pobres de Londres e com modestos conhecimentos musicais, surpreende o mundo com suas composições transcendentais. Para se ter uma idéia da seriedade e qualidade de “sua” música, “suas” composições musicais já foram transmitidas para toda a Grã-Bretanha e Europa por uma cadeia de televisão comandada pela prestigiadíssima BBC e chegou a gravar um disco pelo selo Philips, um dos mais importantes no campo da música erudita. Segundo Rosemary, quem lhe ditava as músicas eram Liszt, Chopin, Beethoven, Schubert, Brahms e outros compositores famosos. Todos os críticos de música consultados declararam que as peças de Rosemary poderiam ser perfeitamente creditadas aos seus assinantes póstumos sem diminuí-los e que apresentavam uma complexidade muito grande para uma pessoa com limitados conhecimentos musicais, tal qual era Rosemary, que desde criança morou no mesmo lugar, portanto todos os seus vizinhos a conheciam plenamente e foram unânimes em dizer que ela falava a verdade. Diz Rosemary que “Beethoven e Bach preferem que eu fique sentada à mesa, com papel e lápis à mão. Quando estou pronta, ditam-me a clave, o compasso, as notas da mão esquerda e as da mão direita. Chopin dita-me as notas ao piano, e guia as minhas mãos sobre as teclas.” Para os que dominam o idioma de Shakespeare, vale a pena conferir estas provas da imortalidade da alma registradas de modo tão imparcial, como é o frio e crítico senso inglês.

Enfim, teria Chopin encontrado na citada médium os elementos que necessitava para transmitir ao mundo sua mensagem de imortalidade através da música, o que não logrou através da médium brasileira Yvonne Pereira, por questões de finalidade da tarefa mediúnica desta? Tudo indica que sim…

Utilizando a mediunidade de Leslie Flint, outro médium também britânico, Chopin se comunicou através do impressionante fenômeno de voz direta (pneumatofonia). Os leitores interessados em ouvir sua voz gravada do além-túmulo, quase 100 anos após sua desencarnação, podem consultar o sítio abaixo, “Chopin still composes”. Rosemary Brown, que chegou a ouvir esta gravação, concordou que se tratava realmente do compositor polonês… Mais uma prova, por um médium diferente, de que Chopin permanece vivo no outro lado da vida!

CONCLUSÕES: Frederico Chopin: um dos maiores gênios musicais de todos os tempos! Revelou desde cedo uma genialidade para a música, e através de uma formação musical sólida, se tornou um dos mais celebrados compositores do período Romântico, deixando uma música profunda, sólida, carregada de emotividade e beleza sutil. Entretanto, levou uma vida até certo ponto desregrada, que aliada à uma saúde frágil, fez com que tivesse uma morte prematura aos 39 anos. No além, nos primórdios da Revelação Espírita, se faz presente em entrevista publicada pelo nobre Allan Kardec no ano de 1859. Posteriormente, inicia em 1931 uma sólida amizade com a médium brasileira Yvonne Pereira, obedecendo a laços do passado. Deixa uma profunda marca na vida desta notável médium, registrada em sua obra autobiográfica “Devassando o Invisível” (3). Na distante Inglaterra, manifesta-se através da mediunidade musical de Rosemary Brown, compondo do além, e na pneumatofonia de Leslie Flint. Em todas estas comunicações, obtidas em lugares, linguagens e épocas distintas, encontramos a mesma personalidade, que no dizer de Yvonne Pereira, “um vulto que ao passar pela Terra a encantou com o seu gênio de artista e cuja imorredoura lembrança faz vibrar, ainda, o coração de quantos sintam na alma inclinações para as arrebatadoras expressões do Ideal sublimado no Belo.” (3)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

(1) LUIZ, ANDRÉ Conduta Espírita. Psicografia de Waldo Vieira. 13a Ed. Rio de Janeiro: FEB, p. 145, 1987.

(2) ZANOLA, RENATO (coordenador) Arte e Espiritismo – Textos de Allan Kardec, André Luiz e outros autores. Rio de Janeiro: CELD, 1996.

(3) PEREIRA, YVONNE A. Devassando o Invisível. 6a Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1985.

PS: trecho do filme “Music from Beyond” (Música do Além)

The musical medium

Chopin still composes

Sobre Adilson J. de Assis

Professor e pesquisador na Faculdade de Engenharia Química, Universidade Federal de Uberlândia. Interesses: História da Ciência e da Tecnologia; Filosofia da Ciência e da Tecnologia; Ciência e espiritualidade; Novas metodologias no ensino de engenharia.
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Uma resposta para A dupla imortalidade de Frederico Chopin (Última parte)

  1. Este artigo foi originalmente publicado no Jornal Mundo Espírita da FEP (Fed. Esp. do Paraná), em 2002.
    http://www.mundoespirita.com.br

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