Relato de uma (rápida) visita à sede da FEB em Brasília

dsc03188No início de Dezembro de 2008 fui à Brasília para tratar de assuntos profissionais, os quais foram resolvidos em meio período de expediente. No restante do dia fiz um “city tour” ligeiro pela nossa capital federal, incluindo a sede da FEB, até então desconhecida para mim. Brasília tem um trânsito caótico, selvagem até; as distâncias a percorrer são longas, o clima é muito seco no inverno, quente e úmido no verão. No Plano Piloto há um “mar de concreto”, com pouca vegetação: afinal, estamos no coração do Cerrado brasileiro. Entretanto, quando cheguei à sede da FEB, tive uma agradável surpresa: um ambiente acolhedor, simples, mas tudo decorado com muito bom gosto e senso estético. Um amplo saguão de entrada recebe os visitantes, com uma livraria ao lado que vende exclusivamente os livros editados e publicados pela FEB. Há muitas salas para estudos, reuniões e, a parte que mais gostei, um amplo e muito bem cuidado jardim no restante do terreno, na parte dos fundos, separando o prédio da entrada dos demais, incluindo a construção redonda onde ocorrem as reuniões do CFN. No amplo jardim, além da grama bem aparada e dos vasos com plantas coloridas e agradáveis ao olhar, muitas bromélias protegidas por pequenas árvores, criando um conjunto esteticamente bem definido e salutar, com muitas aves tagarelando aqui e ali; enfim, uma espécie de oásis em meio ao ambiente hostil da nossa Capital Federal.

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Neste oásis, parado por alguns minutos a fim de reter melhor aquela boa impressão, tanto para os sentidos, quanto para o Espírito, logo me ocorreu que tudo aquilo exige pessoas, algumas pagas, outras voluntárias, que se dedicam a planejar, construir e a conservar aquele patrimônio. Percebe-se que mesmo as pessoas assalariadas cuidam de tudo aquilo com muito carinho e esmero, caso contrário não se obteriam os resultados que ali estavam expostos! Os custos, muitos com certeza, são bancados pela venda dos livros, escritos por diversas pessoas e cujos direitos autorais foram doados ao centenário órgão unificador do espiritismo brasileiro. Pessoas queridas à nossa lembrança, tais como Chico Xavier, Divaldo Franco, Yvonne Pereira, Zilda Gama e tantos outros. Lembrei-me de uma vez ter lido que Chico Xavier recomendava que as pessoas plantassem rosas ao redor de seus lares, pois tais plantas exalam um ectoplasma muito benéfico que os Espíritos Superiores aproveitam em suas tarefas curadoras em prol de nossa saúde mental e física!

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Um Centro Espírita deveria ser uma extensão de nossos lares, por definição, caso contrário não se terá ali os “grupos familiares” necessários ao bom desempenho das nossas atividades do movimento espírita. Como nossa casa, deve ser bem cuidado, limpo, esteticamente agradável, confortável, bem iluminado e bem arejado, sem extremismos! A boa aparência está longe de ser um indicador confiável da qualidade das atividades que desenvolvemos, entretanto, a literatura espírita séria é unânime em nos ensinar que a organização, a preocupação estética, a higiene e a salubridade sempre acompanham os espíritos superiores e os seus respectivos ambientes. Uma mente sadia e tranquila projeta um ambiente também sadio e tranquilo. Da mesma forma, um ambiente confuso, encardido ou sujo, cheio de entulhos e descuidado, reflete o estado algo desequilibrado das mentes encarnadas e desencarnadas que ali habitam, afinal, somos o que pensamos, interior e exteriormente.

Aproveitemos assim este início de 2009 para planejar as atividades do ano que se inicia e quem sabe incluir nelas pequenas ou grandes mudanças na parte física de nossa Casa Espírita, melhorando-a, quem sabe incluindo um pequeno jardim, mesmo que em vasos suspensos, a fim de torná-la um lugar agradável a todos aqueles que a procuram durante o ano em busca de consolo, conhecimento espírita e paz de espírito. Quanto aos recursos humanos, sempre há quem goste de executar tais atividades: que aprendamos então a delegar funções!

Sobre Adilson J. de Assis

Professor e pesquisador na Faculdade de Engenharia Química, Universidade Federal de Uberlândia. Interesses: História da Ciência e da Tecnologia; Filosofia da Ciência e da Tecnologia; Ciência e espiritualidade; Novas metodologias no ensino de engenharia.
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